sexta-feira, 6 de maio de 2016

A mulher sabe quando está grávida!

Dia 07 de abril, as 8 horas, quando abriu a farmácia eu já estava na porta. Dia D. Tomada como manda a bula.

Poucas horas depois do sexo.

Não tem como não funcionar. O corpo reagiu.  Inchou. Parecia que ia rasgar. Cólicas. Agora só esperar menstruar.

A mulher sabe quando está grávida... A mulher sabe quando está grávida... A mulher sabe quando está gravida...

Essa frase ecoava o tempo todo na minha cabeça. Era praticamente impossível se concentrar em outra coisa... A mulher sabe quando está grávida.... A mulher sabe quando está grávida....

Final de semana de 20 de setembro teve junção familiar. Aniversário. E eu não conectei com ninguém. Estava de corpo presente... A mulher sabe quando está grávida... A mulher sabe quando está grávida....

Não é possível. Segunda-feira, 23 de setembro. Vou fazer um teste e parar de incircuitar por ai. Um teste não. Um exame de sangue. Positivo. Que merda, deve ter dado algo errado. Quarta-feira. Ecografia transvaginal. Tá grávida? Não sei, tô? Olha, pode ser atraso de menstruação ou princípio de gravidez. Não posso te dar certeza. Ufa! Não deve ser. Não pode ser. Migaaa, to grávida ou não. Não sei. Não quero.

Sexta-feira. Ginecologista.  É só um bebê. Tem certeza? Não pode ter dado errado o resultado? Toma aqui, requisição para outro exame. Quantitativo agora. Ele viu que não adiantava argumentar, mandou eu ver com meus próprios olhos. Vai dar negativo.

Amiga, sabe se tem laboratório de exame de sangue que funcione amanhã (sábado)? Por que, ta prenha? E eu desabei. Chorei. Morri. Comigo foi assim também. 30 anos. Liberdade. Puft.. Engravidei. Não desejei. E agora estão ai, lindos e grandes.

Voltei pra casa aos prantos. Não é. Não pode ser. Eu não quero. Eu não sou obrigada.

Nines. Uma cervejinha na rua. Tô grávida. Pode ser que não, mas tô. A mulher sabe quando está grávida. Mais uma cerveja, por favor. Devia ter pedido uma caixa de lenços junto. Uma criança é um bem pra humanidade. Mais uma cerveja. Eu não tenho como cuidar de uma criança. E a noite seguiu, entres lágrimas, conversas e cervejas.

Segunda-feira. Um novo exame. Qualitativo. Vi o resultado na internet. Positivo. Puta merda!


Nenhuma mulher é obrigada a ser mãe. O corpo é meu e eu decido.